Perguntas e Respostas - Simpósio Via Web 03 - Veia Boa x Veia Ruim - Usando Luz "Quase Infravermelha" (NIR) para Escolher o Melhor Local para o Acesso IV

1- Qual ângulo você usa para inserir um cateter venoso periférico?

R- Você deve usar sua técnica tradicional para inserir um cateter ao usar a tecnologia NIR. Um cateter deve ser inserido em um ângulo de 15-30 graus dependendo da profundidade da veia. Lembre-se de que o ideal é a ponta da agulha no centro exato da linha contínua da imagem projetada da veia.

2- Quanto tempo demora para uma recuperação / reparação de uma válvula?

R- Isso varia de acordo com o nível do dano. Algumas não se recuperam, tornando se um dano permanente.

3- Alguma dica para as "veias bailarinas"?

R- Uma das muitas vantagens da tecnologia NIR é que você pode ver o movimento da veia em tempo real dentro do campo de interesse. Sendo assim, quando você está colocando um cateter periférico, você pode determinar a quantidade de tração necessária para manter a veia estabilizada reduzindo a probabilidade de rolamento. A ponta da agulha deve sempre ser direcionada para o centro exato da veia projetada. Se a veia se move (rola), pode-se redirecionar facilmente a ponta da agulha, se necessário. Desde o uso do NIR, não tive problemas com as veias bailarinas.

4- Quão superficial é a visão? Isso mostra as artérias?

R- Com a tecnologia NIR é possível visualizar veiasaté 10mm de profundidade dependendo do paciente, mas eu vi alguns vasos até aproximadamente 12mm. O que vale lembrar é que o sangue venoso e o sangue arterial são os mesmos sob a luz do infravermelho próximo. Você ainda precisa palpar para confirmar. As paredes arteriais também são mais espessas e contém tecido fibroso significativo que pode bloquear a absorção do NIR.

5- Você pode usar NIR para inserir um Midline?

R- O dispositivo NIR geralmente vê veias de até 10 mm de profundidade, o que o torna ideal para acesso IV periférico. Você também pode ver padrões de sangue até 15 mm de profundidade. O NIR pode ser útil para a colocação de um midline se a veia alvo estiver nessa profundidade e a veia não possuir uma camada fibrosa espessa para bloquear a absorção do NIR pela hemoglobina.

6- Com o ultrassom, você pode ver a diferença entre uma veia e um nervo. Você pode ver um nervo com NIR? Qual a probabilidade de atingir um nervo?

R- O dispositivo de visualização da veia NIR detecta sangue e não mostra nervos. Geralmente, se você usa NIR para localizar a região exata da veia, isso deve diminuir suas chances de atingir um nervo. Claro, é válido seu conhecimento de anatomia para evitar áreas com maior concentração de nervos.

7- Como membro da equipe de acesso vascular em Duke, usamos o ultrassom para veias que não conseguimos sentir ou ver. Qual sua opinião?

R- O ultrassom e o NIR são tecnologias complementares. Cada um oferece vantagens significativas. O ultrassom pode ser mais desafiante para aprender - especialmente se você não usá-lo rotineiramente. NIR é fácil de aprender e fácil de usar. Ele também fornece informações sobre as veias do paciente que você não pode obter com ultrassom como discutido no webinar. Ambas as ferramentas são valiosas e têm sua aplicação adequada na visualização veia.

8-O PS e a UTI do meu hospital acha que todas os acessos devem ser colocadas de forma emergente e não utilizam o VeinViewer e/ou Ultrassom. Você tem alguma sugestão para ajudar a mudar essa mentalidade? Nossa equipe já utiliza frequentemente.

R- A situação clínica determinará se um acesso venoso periférico deve ser colocada de emergência. Sempre que apropriado, devemos considerar a vasculatura do paciente como um recurso limitado que deve ser preservado. O uso da tecnologia de visualização da veias ajuda na preservação da veia. Além disso, acho que ambos os dispositivos realmente tornam o procedimento mais rápido e possibilita a visualização de vasos que podem ser considerados em outras situações.

9- Se você tem um paciente renal, não deve evitar o antebraço?

R- As mesmas precauções que usamos para evitar a colocação de cateteres PICC em pacientes com insuficiência renal, devem ser usadas com outras tipos de acesso vascular, seja usando ultrassom ou o VeinViewer.

10- Você indica o uso de anestesia local para acesso venoso periférico?

R- Sempre que pode reduzir a dor de um paciente, eu acredito que é uma coisa boa. A lidocaína, diretamente na seringa pode causar desconforto, mesmo quando injetada com uma agulha fina. Se podemos obter um acesso venoso periférico, seguro e sem movimentação do membro, deve-se questionar se vale a pena uma picada extra por causa da anestesia. Infelizmente, a solução tópica ideal para analgesia de acesso não existe de forma comercialmente viável. A minha experiência varia com o uso da anestesia local e eu pessoalmente não usei isso muitas vezes por causar dor na injeção.

11- Em Tomografia e Angiografia Computadorizada temos que ter um acesso venoso na região antecubital. Há algum dado que comprove isso?

R- O American College of Radiology em sua orientação de 2016 para a realização de Tomografia e Angiografia Computadorizada indica a veia braquiocefálica do braço direito para injeção de contraste. Eles recomendam essa região pois há necessidade de injetar um volume significativo de contraste durante um curto prazo, exigindo assim um bom fluxo em um vaso calibroso. O uso da fossa antecubital para o acessos intravenosos periféricos não é considerado adequado nas diretrizes da INS, pois é uma região de articulação, sujeita a movimentos e de difícil identificação de infiltração. Assim, as duas recomendações estão em conflito e provavelmente não serão resolvidos tão cedo. É preciso considerar o propósito do acesso IV, o tempo de permanência pretendido e estar ciente de possíveis complicações antes da colocação.

12- Como mudar a mentalidade de um hospital que não possui Time de Terapia Intravenosa ou VeinViewer? Os pacientes estão sendo prejudicados porque podem ser puncionados várias vezes e por muitos funcionários.

R- Criar uma mudança dentro de uma organização pode ser muito difícil. As decisões devem sempre ser feitas com o melhor interesse e com o paciente em mente. As organizações de saúde devem usar equipes de acesso vascular para ajudar a fornecer melhores cuidados e melhorar a satisfação do paciente. O uso do VeinViewer pode ajudar a atingir esses objetivos. Há um foco maior na redução de custos e na melhoria da qualidade nos cuidados de saúde hoje. O VeinViewer melhora a visualização das veias, ajuda a diminuir custos, melhora a qualidade do resultado clínico e a experiência do paciente. Fornecer informações de suporte com evidências sobre o melhoress resultados clínicos, custos reduzidos e experiência melhorada do paciente pode ajudá-lo a criar a mudança necessária.

13- Com o VeinViewer, você pode realmente determinar o tamanho dentro da parede do vaso para determinar o tamanho intraluminal adequado para a seleção do cateter de tamanho apropriado? Eu vi paredes grossas com pequeno espaço intraluminal...

R- Absolutamente. Com o VeinViewer você está vendo o sangue dentro do vaso, não o próprio vaso. Então, você está obtendo uma imagem do tamanho intraluminal muito precisa.

14- É necessário documentar o tamanho da veia para acessos IV? Podemos documentar o tamanho da veia para PICCs usando o US, mas não parece que podemos medir o tamanho da veia usando a tecnologia Near-Infrares(NIR).

R- Não é necessário documentar o tamanho da veia para acessos IV periféricos . A largura da veia projetada sobre a pele do paciente é muito precisa com o VeinViewer.

15- A percepção de profundidade não é um problema com esse dispositivo?

R- Ao determinar a profundidade de um vaso usando o VeinViewer, você ainda deve palpar para ajudar a confirmar a profundidade. É necessário manter a técnica de punção, lembre-se você está simplesmente adicionando uma tecnologia que possibilita uma experiência muito melhor. Geralmente, o ângulo de inserção não vai mudar significativamente quando você está inserindo um acesso venoso periférico.

16- A luz afeta os olhos do profissional de alguma maneira? A luz prejudica o olho nu?

R- Há projetos de dispositivos Near-Infrared(NIR) usando diferentes fontes de luz; O infravermelho próximo é um comprimento de onda invisível a luz.O VeinViewer usa uma fonte de luz LED, que é considerada completamente segura. Outros equipamentos usam uma fonte de luz laser de classe II, que pode exigir proteção para os olhos. Os LEDs podem ser brilhantes e, portanto, pode incomodar. Você pode evitar o brilho nos olhos de um paciente com a opção de diminuição da intensidade do brilho. Já o dispositivo a laser tem potencial para danos; os pacientes podem precisar de proteção para os olhos se estiver usando esse equipamento perto dos olhos, esses dispositivos normalmente possuem avisos de segurança ocular na tela e no manual.

17- Existem precauções no uso do Near-Infrared(NIR)?

R- Há projetos de dispositivos Near-Infrared(NIR) usando diferentes fontes de luz; O infravermelho próximo é um comprimento de onda invisível a luz.O VeinViewer usa uma fonte de luz LED, que é considerada completamente segura. Outros equipamentos usam uma fonte de luz laser de classe II, que pode exigir proteção para os olhos. Os LEDs podem ser brilhantes e, portanto, pode incomodar. Você pode evitar o brilho nos olhos de um paciente com a opção de diminuição da intensidade do brilho. Já o dispositivo a laser tem potencial para danos; os pacientes podem precisar de proteção para os olhos se estiver usando esse equipamento perto dos olhos, esses dispositivos normalmente possuem avisos de segurança ocular na tela e no manual.

18- Você pode recomendar marcas específicas para usarmos?

R- Como este é um curso de educação continuada com créditos, não podemos mencionar marcas específicas. No entanto, eu recomendo que quando você está pesquisando diferentes dispositivos, você considere coisas como precisão, facilidade de uso e evidências clínicas. Qualquer fabricante deve e pode fornecer todas essas informações. Na minha experiência, existe uma marca que é a mais precisa do mercado.

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